MOSAICO & VITRAL TIFFANY
"O mosaico é uma arte milenar que nos remete à época greco- romana, na qual teve seu apogeu. Era utilizado na criação de pavimentos e em paredes"
"Os vitrais são elementos arquitectónicos constituídos por pedaços de vidro, geralmente coloridos, combinados para formar desenhos"
Os Cavaleiros da Távola Redonda foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano. A Távola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que não tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros. Em diferentes histórias, varia o número de cavaleiros, indo de 12 a 150 ou mais. A Winchester Round Table, que data de 1270, na lista constam 25 nomes de cavaleiros.
«Código de Cavalaria»
Sir Thomas Malory descreve o Código dos Cavaleiros como:
1 - Buscar a perfeição humana 2 - Retidão nas acções 3 - Respeito aos semelhantes 4 - Amor pelos familiares 5 - Piedade com os enfermos 6 - Doçura com as crianças e mulheres 7 - Ser justo e valente na guerra e leal na paz
«Origens da Távola Redonda»
O primeiro escritor a descrever a Távola Redonda foi o poeta do século XII, Wace, cujo Roman de Brut tomou como base a Historia Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouth. Este recurso foi utilizado por muitos autores subseqüentes. Todavia, mesmo os primeiros autores atribuem a Arthur um séquito de guerreiros extraordinários. Em Geoffrey, a corte de Arthur atrai os maiores heróis de toda a Europa. No material arturiano galês, muito do qual está incluído no Mabinogion, são atribuídas habilidades sobre-humanas aos homens de Artur. Alguns dos personagens do material galês aparecem mesmo sob nomes alterados como Cavaleiros da Távola Redonda nos romances continentais, os mais notáveis dos quais são Cai (Sir Kay), Bedwyr (Sir Bedivere), Gwalchmai (Sir Gawain) e Galahad aquele que consegui achar a Santo Graal.
«Rei Arthur»
Arthur é considerado por muitos um deus solar, graças à sua espada Excalibur "que reluz como trinta archotes" e por sua personalidade honesta e luminosa. O mundo de Arthur é mágico e pagão e, não obstante, considerado uma porta de entrada para a afirmação do cristianismo. Sua Távola Redonda onde todos os cavaleiros se sentavam em cadeiras iguais e onde não havia lugares especiais, ajudava a consolidar a crença de que todos eram iguais perante seu rei e perante Cristo. A bandeira de Camelot era simbolizada pela cruz cristã e tinha a Ave Maria como protetora. Ao recusar a bandeira de Pendragon, seu antigo domínio, em favor de um símbolo cristão, Arthur contribui para instituir uma religião única por toda a antiga Grã-Bretanha, traindo os ideais da antiga religião pagã de Avalon e do povo das fadas
«O Santo Graal»
Materialmente simboliza o cálice que Jesus usou na Última Ceia. Após a crucificação, o bom fariseu José de Arimatéia teria se aproximado do corpo do Cristo e, com o cálice, recolhido 3 gotas de seu sangue. Fugindo da perseguição aos seguidores do Cristo, escapa para a Bretanha, levando o objeto consigo. A tradição diz que quem beber do Santo Cálice, ganhará a imortalidade. No ciclo arturiano, o Graal tem um significado mais simbólico. Representa a busca de um sentido interior, da própria recuperação da Fé. Ferido e sem acreditar em seu destino, Arthur ordena a todos os cavaleiros que procurem o Graal, o cálice perdido, símbolo do poder e do amor de Deus, coisas que seu povo parece ter esquecido. Graças à sua pureza de coração, Percival, o cavaleiro sem pecados, recupera o cálice, restaurando a paz a Camelot e ao coração de seu rei
Também pode ser Um Vaso:o símbolo egípcio para a palavra "coração" ("yb", "yeb", ou "ab") É este vaso, tomado como símbolo do coração e substituindo-se a este na ideografia egípcia, que nos fez pensar imediatamente no Santo Graal, ainda mais que neste último, para lá do sentido geral do símbolo (considerado aliás sob os seus dois aspectos divino e humano), vemos ainda uma relação especial e muito mais directa com o próprio Coração de Cristo.
Fonte de Inf: Wikipédia http://bmotta.planetaclix.pt/santograal.html http://www.babyschmitt.com.br/avalon.htm
Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc. Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury, há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon.
Castelos e fortificações de pedra compõem boa parte da paisagem da Inglaterra rural. Em muitos deles, a passagem do Rei Arthur e de seus cavaleiros da Távola Redonda com seus feitos nobres deixou marcas, ajudando a construir suas histórias e lendas. Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury, que o mito de Arthur e sua invencível espada "Excalibur" brilha com mais força, chegando a se confundir com a realidade. Ali, expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon. Famosa por suas densas brumas e por abrigar aprendizes de magia, elfos, ninfas e sacerdotisas da lua, Avalon era o refúgio preferido de Arthur, que para lá se dirigia em busca de conselhos ou para se curar magicamente das feridas de guerra. Cantada em prosa e verso por trovadores medievais, Avalon sempre pertenceu ao domínio da fantasia.
Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon. Todos os anos, milhares de visitantes e peregrinos, de todo mundo, acorrem a seus verdes campos e imponentes castelos para encontrar na força do mito de personagens e feitos fantásticos um pouco da magia interior sufocada pela vida moderna.
«A verdade sobre Avalon»
A Ilha Sagrada é conhecida por aqueles que conhecem as verdades dos fatos por dois motivos: ser uma espécie de “Vaticano da Religião Antiga” e por seu contacto com Tir na nÓg, a Ilha Esmeralda dos Tuatha De Danann. Além disso, alguns itens poderosos estão guardados em Avalon, como o Graal, o Prato de Vivianne, o Espelho de Morgana e Excalibur (ou Caliban, ou Caledfwlch, entre outros nomes). Sendo um “Reino Exterior”, sua presença física “não existe”: a entrada para Avalon se dá por meio de rituais de magia conhecidos por alguns poucos, em especial do “nosso mundo”. Normalmente envolve o uso de um lago por onde um barco entra em “brumas mágicas” chegando em Avalon. O ponto mais “comum” disso ser feito é nas proximidades de Glastonbury. Em geral, isso é feito com cautela, uma vez que o Mosteiro de Glastonbury sempre tem monges da Ordem de São Silvestrino atuando, e os Wiccas que se envolvem nessa passagem sabem que os São Silvestrinos não são exatamente fãs dessa “travessia”. Uma vez feita a “travessia”, chega-se à Avalon: como ilha, ela é aproximadamente do tamanho do arquipélago havaiano ou da ilha de Kyushu no Japão. É possível, indo a pé, atravessar-se a ilha de ponta a ponta com facilidade em pouco mais de um mês. A ilha vive de certa maneira em um regime “medieval”, subordinado à Sacerdotisa do Lago (atualmente Morgana), vivendo em comunidades que são capazes de produzir os alimentos necessários para a subsistência dos seus habitantes, estes basicamente descendentes de saxões e celtas, com alguns descendentes dos pictos entre eles. Existem poucos “de fora” que se estabelecem em Avalon: a maioria passa algum tempo em peregrinação e retornam ao “nosso mundo”. Embora vivam em um regime “semi-medieval”, muitos confortos da vida moderna, como comunicações por cavalo, sistema de saneamento básico e água encanada existem. Apesar disso, as condições ainda são de certa maneira medievais.
«As Ordens de Avalon»
Em Avalon quase toda aldeia possui um integrante de uma das “Quatro Ordens”. Essas Ordens representam o equilíbrio entre os vários elementos da natureza (cada uma representando um Elemento) e entre as forças do homem e da mulher. As ordens são bem divididas entre si, sendo divididas da seguinte forma:
-Druidas (elemento Terra): os Druidas são, junto com as Sacerdotisas, os mantenedores da Religião Antiga. Eles cuidam das ervas e poções de cura, e conhecem todos os mistérios sobre a natureza física. Apenas Homens podem tornar-se Druidas, depois de um treinamento intensivo. Os Druidas vestem normalmente branco quando estão atuando em suas ações e carregam consigo Foices como símbolo, mas, assim como no caso das demais ordens, não possuem impedimentos quanto ao vestir quando estão fora de suas atividades.
-Sacerdotisas (elemento Água): as Sacerdotisas são todas mulheres, dedicadas à Grande Deusa, o Aspecto Feminino da Religião Antiga (sendo o oposto dos Druidas, que se dedicam ao Grande Deus). Elas cuidam dos aspectos mais espirituais da religião, e são normalmente as provedoras da vida por meio de rituais especiais. Vestem azul quando estão em atividade e utilizam na testa tatuagens pintadas com a lua no quarto minguante, além de portarem adagas. Fora dos rituais, podem vestir-se como desejar. A tatuagem é fixada no final do treinamento como sacerdotisa, e muitas têm filhos antes de assumirem posições importantes.
-Bardos (elemento Fogo): a canção e a batalha, disso é feito a vida dos Bardos. Vestindo-se de verde e portando a Harpa, os Bardos são contadores de histórias que podem ou não serem inventadas. Ajudam os Druidas e Sacerdotisas como “memória do povo”. Ocasionalmente mostram suas proficiências na espada e no arco para caça e batalhas simuladas. São fogosos e não param por muito tempo em uma única aldeia, mas alguns, em especial aqueles de mais idade podem fixar-se em uma região e atuar como professor e mentor, além de apaziguador. Seus aprendizes caminham juntos com eles, estudando, até que se tornem adultos e sejam capazes de compor sua própria balada. Os Bardos mais poderosos são capazes de usar as três Canções Verdadeiras, Geantrái, Goltrái e Suantrái, a canção do Júbilo, da Nostalgia e do Descanso.
-Sábios (elemento Ar): eles não se atêm a tradições e questionam a tudo e a todos, a começar por sí próprios. Se existe uma forma de reconhecer um Sábio é pelo bordão especial que carregam. Alguns os consideram Loucos, mas a verdade é que a Sabedoria pode cobrar um preço. Mas em geral são os que mostram as falhas de qualquer decisão e exigem que isso também seja levado em conta. O conceito da Ordem Mística Wicca é apenas uma má-impressão dos “de fora”, que consideram Wicca todos os seguidores da Religião Antiga, entendendo-os como uma única grande ordem, sem entender a diferença entre essas quatro ordens. Desse modo, quando se fala Wicca em geral quer dizer-se o conjunto entre Druidas, Sacerdotisas, Bardos e Sábios.
«Religião»
Os avalonenses são em sua maioria absoluta seguidores da Religião Antiga irlandesa, o que os de fora teimam em chamar de Wicca sem farem a menor idéia do que estão falando. Porém, ainda existe entre eles alguns integrantes da Ordem de São Silvestrino e da Ordem de Santa Brigite, uma ordem de Católicos Celtas que podem oferecer cultos cristãos aos poucos que seguem essa religião. Quanto a proselitismo, existe uma certa abertura, desde que seja feito sem ofensas à Religião Antiga, que é dominante. O “Estado” de Avalon não chega a ser laico, mas é bastante permissivo aos que respeitam a Religião Antiga. Existem algumas capelas cristãs que oferecem culto segundo a Tradição Católica Celta, e aparentemente existe um monastério das Religiões do Extremo Oriente, o Monastério de C’hi T’sung. É desconhecida outros cultos na Ilha Esmeralda.
Textos extraídos de: http://www.babyschmitt.com.br/avalon.htm http://maisquatro.wordpress.com
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar.
A Deusa é a Mãe universal. É a fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Segundo a Wicca, Ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante. Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá à luz abundância. Mas, uma vez que a vida é um presente Seu, ela a empresta com a promessa da morte. Esta não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência humana entre duas encarnações.
Uma vez que a Deusa é a natureza, toda a natureza, Ela é tanto a tentadora como a Velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo.
Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Wicca a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, se bem que seu lado obscuro também é reconhecido. Nós A vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano, e no primeiro verdejar da primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
A Deusa é conhecida como a Rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A Matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados na Wicca para honrá-la, como o caldeirão, a taça, o machado, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns poucos.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas. Algumas incluiriam o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados à Deusa.
A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça; uma deidade celestial caminhando pelos céus com pó de estrelas saindo de seus pés; a eterna Mãe com o peso da criança; a tecelã de nossas vidas e mortes; uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.
Mas, independentemente de como A vemos, Ela é omnipresente, imutável, eterna.
Tombe la neige Tu ne viendras pas ce soir Tombe la neige Et mon coeur s'habille de noir Ce soyeux cortege Tout en larmes blanches L'oiseau sur la branche Pleure le sortilege
Tu ne viendras pas ce soir Me crie mon désespoir Mais tombe la neige Impassible manege
Tombe la neige Tu ne viendras pas ce soir Tombe la neige Tout est blanc de désespoir Triste certitude Le froid et l'absence Cet odieux silence Blanche solitude
Tu ne viendras pas ce soir Me crie mon désespoir Mais tombe la neige Impassible manege
Muhammad b. 'Ali Ibn 'Arabi, famoso alquimista e poeta do Islã nasceu em 1165 dC na cultura moura de Andaluzia, Espanha, o centro de um extraordinário florescimento e interpenetração de pensamentos judeu, cristão e islâmico, através do qual as grandes obras científicas e filosóficas da antiguidade foram transmitidas ao Norte da Europa. As realizações espirituais de Ibn Arabi floresceram a partir de uma idade precoce, sendo conhecido por sua grande capacidade visionária, além de ser um superlativo professor. Ele viajou extensivamente no mundo islâmico e morreu em Damasco, em 1240 AD.
Escreveu mais de 350 obras, incluindo a Fusûs al-Hikam, uma exposição do significado interno da sabedoria dos profetas na linha judaico / cristã / islâmica , e a Futûhât al-Makkiyya, uma vasta enciclopédia de conhecimento espiritual que une e distingue as três vertentes da tradição, razão e mística introspecção. Em seu Diwân e Tarjumân al-Ashwâq ele também escreveu algumas das melhores poesias em língua árabe. Estes extensos escritos fornecem uma bela exposição da Unidade do Ser, a única e indivisível realidade que simultaneamente transcende e se manifesta em todas as imagens do mundo. Ibn 'Arabi mostra como o homem, na perfeição, é a imagem completa desta realidade e como aqueles que realmente conhecem a essencia de seu ser , conhecem Deus.
Um de seus poemas é o relato de uma viagem pelos céus como aquela de Dante na Divina Comédia, levado por um anjo. Enraizadas no Corão, sua obra é universal, aceitando que cada pessoa tem um único caminho para a verdade, que une todos os caminhos em si. Ele influenciou profundamente o desenvolvimento do Islã desde a sua época, bem como importantes aspectos da filosofia e da literatura do Ocidente. Sua sabedoria tem muito a oferecer-nos no mundo moderno em termos de tolerancia religiosa e compreender o que significa ser humano. Segundo Ibn 'Arabi, o movimento que sustenta a existencia do universo é o movimento de amor e se o crente compreende o significado do ditado "a cor da água é a cor do recipiente", admite a validade de todas as crenças, reconhecendo Deus em toda forma e objeto de fé.
Muitos livros apócrifos ainda podiam ser encontrados pelos Cristãos no Oriente, assim como lendas e documentos gregos e romanos, onde histórias similares eram recontadas. Em "Sonho" de Cipião, é-nos contado como Cipião subiu à Galáxia, olhou para baixo e viu a Terra redonda, com pessoas grudadas a ela pelos pés. A queda de Constantinopla para os turcos em 1433 não foi, portanto, a única causa da Renascença, que havia começado antes do século XIII mas deu-lhe renovadas forças, quando literatos fugiram da cidade dominada e procuraram refúgio em Roma, levando com eles seus muitos livros gregos, as ciências e as artes do Islã e lendas do Cristianismo Oriental. Christian Rosenkreuz torna-se o precursor do Homem da Renascença, que pertencia ao início da Renascença e não ao final - isto é, ao despertar da renovação, do Renascimento, do aprendizado e do saber.
Na lenda de Christian Rosenkreuz, "O Homem" - uma denominação dada a Pitágoras e também a Jesus ("Ecce Homo") - começou uma peregrinação para Jerusalém, mas tendo ficado doente, foi em vez disso para Damasco e Damcar onde foi curado por famosos doutores. Lá foi instruído por alquimistas. Damasco havia sido, desde os tempos de Geber ( alquista árabe de fins do século VIII), um dos grandes centros de alquimia, onde fornos queimavam dia e noite, transformando vidro e metal e as mundialmente famosas lâminas de Damasco. A medicina, também se desenvolveu das lojas dos alquimistas, pois eles procuravam descobrir a medicina universal, aquela que curaria tudo, a "Alkahest" - uma única medicina que curaria todo tipo de doença. Escolas de filosofia floresciam em Damasco e o conhecimento afluía da Índia. Em Damasco, Ibn Arabi ensinou filosofia, traduziu textos de Yoga vindos da Índia e escreveu sobre a ascensão das esferas celestes. Nesta cidade também surgiu a Rosa de Damasco, a rosa vermelha que os Cruzados levaram para a Europa.
A palavra rosa vem do latim rosa. A flor, diz-se, veio da Pérsia e a palavra persa para rosa é Gul e esta palavra ainda é encontrada em heráldica. Há uma palavra em persa, "rosanan" que significa, porém, luz e não rosa! Em tudo isto percebemos a influência dos místicos Sufi, no Simbolismo da Rosa, O Jardim das Rosas do Amor Divino, os vários estágios da iluminação, etc. Estamos cientes da influência dos filósofos místicos Sufi na literatura Rosacruz.
É ebvidente que Tomás de Aquino e Dante tiveram influências de místicos islâmicos como Ibn Arabi que, por sua vez, deve muito à lendas e livros dos Cristãos Nestorianos.
O Nestorianismo é uma doutrina herética cristã, nascida no século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, completas de tal forma que constituem dois entes independentes. A doutrina surgiu em Antioquia e manteve forte influência na Síria, e é sustentada ainda hoje pela Rosacruz e outras doutrinas ligadas à gnose.
O seu surgimento deu-se dentro das disputas cristológicas que abalaram o Cristianismo nos séculos III, IV e V, sendo proposto por Nestório, monge oriundo de Alexandria, que assumiu o bispado de Constantinopla. Isto o levou a opor-se a Cirilo de Alexandria, bispo daquela cidade, que defendia a tese da unidade entre a pessoa humana e divina de Cristo.
Quase cinc’horas cantavam No relógio da Gamenha, Torre do grão Canevari, Que lhe ficava fronteira: Jóia que o fatal destroço Fez, que deposta por terra Fosse por causa da antiga Base em que só padecera. Que bem que outra vez não surja Por invido algum sistema, Nem já por isso do insigne Romano a memória esqueça. Do qual sublime talento Deixastes Mafra de erecta Ser: defraudou-te essa dita Não sei qual Fada perversa. E do grão Pipo Juvara, Que já foi nosso, puderas Também ter sido constructa Para nos ter Roma inveja. Que a tanto Rei a tal obra Cada qual deles bem era Digno de servir; foi mágoa Baldar-se a forte, e perdê-la. Porém não obstante, narram Com preciosas durezas Do Rei magnânimo a glória Tantas pedras sobre pedras. Assim lá nessas do Egipto Pirâmides estupendas, Não faz a elegância faltas Ao resplandor da grandeza. Naquele edifício eterno, Vasto Olimpo de riquezas, Do Magno Herói veneramos A sacra munificência: Que viva a sua memória Desejamos, e que tenha De celestiais diamantes Fulgentíssimos diademas. E seu sucessor Augusto Fidelíssimo, que seja Feliz sempre, e nos levante Uma Metrópole eterna. E que do Ítaco o nome Na prostrada se obscureça, E na de novo erigida Outro mais claro se leia. Se com profano apelido Uma infeliz jaz desfeita, Outra para ser ditosa Em seu santo nome se erga. De um Divo Conditor Urbis A nova Cidade eleja O sacro título insigne, E se sepulte o da velha.
[...]
O Insigne Pintor e Leal Esposo [...], Historia Verdadeira, que elle escreve em Cantos Lyricos, e offerece ao Illust. e Excellent. Senhor Jozé da Cunha Gran Ataide e Mello, Conde, e Senhor de Povolide, do Conselho de Sua Magestade Fidelissima, Gentil-homem da sua Real Camara, Commendador da Ordem de Christo, Alcaide mór da Villa de sernanselhe, etc. Lisboa, Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, 1780, p. 578-581
Tenho grande prazer em receber este premio de blogueira que me foi atribuida pela minha amiga Rachel Dias de Moraes http://oquecintilaemmim.blogspot.com/ Estas iniciativas desenvolvem estreitamento de laços de amizade e abre portas para novos conhecimentos. Deixo aqui anotado os blogs que admiro: