
Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães (Twickenham, 28 de Setembro de 1865 — Chesnay, 25 de Outubro de 1951) foi a última Rainha de facto de Portugal.
Durante a sua vida, D. Amélia perdeu todos os seus familiares diretos: defrontou-se com o assassinato do marido, o Rei Carlos I, e do filho mais velho, D. Luís Filipe (episódio conhecido como regicídio de 1908); vinte e quatro anos mais tarde, recebeu a notícia da morte do segundo e último filho, o futuro Rei Manuel II; e também ficou de luto com a morte de sua filha, a Infanta D. Maria Ana de Bragança, nascida em um parto prematuro.
Ela foi o único membro da família real portuguesa exilada após a implantação da república - fato ocorrido à 5 de outubro de 1910 - que visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos. Amélia de Orleães viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, onde aguentou a Segunda Guerra Mundial(1939-1945).
Esta frase estava entre as suas últimas palavras:
«Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal».
♕RAINHA DE PORTUGAL♕
Em Outubro de 1889, com a morte do sogro, D. Amélia, então com apenas vinte e quatro anos, tornou-se rainha de Portugal. Contudo, o reinado de seu marido, titulado Carlos I, enfrentava crises políticas, tais como o Ultimato britânico de 1890, e a insatisfação popular; crescia o ódio à família real portuguesa. Em Janeiro de 1891, no Porto, houve uma rebelião republicana, mas foi sufocada.
Em 1892, D. Amélia recebeu a Rosa de Ouro do Papa Leão XIII.
Como rainha, porém, D. Amélia desempenhou um papel importante. Com sua elegância e caráter culto, influenciou a corte portuguesa. Interessada pela erradicação dos males da época, como a pobreza e a tuberculose, ela fundou dispensários, sanatórios, lactários populares, cozinhas econômicas e creches. Todavia, suas obras mais conhecidas são as fundações do Instituto de Socorros a Náufragos (em 1892); do Museu dos Coches Reais (1905); do Instituto Pasteur em Portugal (Instituto Câmara Pestana); e da Assistência Nacional aos Tuberculosos.
A propaganda republicana, que estava ganhando força, apelidava-a de «"Beata Gastadora e Leviana"».
Como mãe, a rainha soube dar uma excelente educação aos seus dois filhos, alargando-lhes os horizontes culturais com uma viagem pelo Mediterrâneo, a bordo do iate real Amélia, mostrando-lhes as antigas civilizações romana, grega e egipcía.
†O REGICÍDIO†
O regicídio de 1° de Fevereiro de 1908 lançou-a num profundo desgosto, do qual D. Amélia jamais se recuperou totalmente. Retirou-se então para o Palácio da Pena, em Sintra, não deixando porém de procurar apoiar, por todos os meios, o seu jovem filho, o rei D. Manuel II, no período em que se assistiu o degradar das instituições monárquicas. Encontrava-se justamente no Palácio da Pena, quando eclodiu a revolução de Outubro de 1910.
†MORTE†
No dia 25 de outubro de 1951, a rainha D. Amélia faleceu em sua residência em Versalhes, aos oitenta e seis anos. Tinha sido atingida por um fatal ataque de uremia, morrendo às 9h e 35min da manhã. O corpo da rainha foi então transladado pela fragata Bartolomeu Dias para junto do marido e dos filhos, no panteão real dos Bragança, na Igreja de São Vicente de Fora. Esse foi o seu último desejo na hora de sua morte. O funeral teve honras de Estado e foi visto por "grande parte do povo" de Lisboa.
E DIGO EU:
O POVO VAI A TODAS!!E NESTA ÉPOCA,ÍA DE LIVRE VONTADE,HOJE,VÃO A TROCO DE ALMOÇOS E PIQUENIQUES E PASSEIOS DE AUTOCARRO!!NEM SABEM AO QUE VÃO,NEM PARA O QUE VÃO FAZER OU OUVIR!!!ESTES PERTENCEM AO POVINHO,DEPOIS TEM O "POVO" QUE VAI NO DIZ QUE ME DISSE OU POR INTERESSE!!!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE SOU PERSONA NON GRATA E TENTAM A TODO O CUSTO ME TRAMAR E ME DIZEM "ANDOR" daqui para fora subentenda-se,o caricato é que eu estou e falo dentro do meu espaço,portanto quem diz isso,está a pisar o meu espaço e a minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PENSAMENTO!!
"VIVA A RAINHA E TODAS AS MULHERES ÍNTEGRAS,COM CARÁCTER E DIGNIDADE,LIVRES E SOLIDÁRIAS,DE PALAVRA E HONRA"
aPr
2 comentários:
Um pedaço de história importante das nossas memórias.
Gostei de ler, incluindo a tua nota de rodapé.
A verdade, é que república e monarquia podem ser ou apoiar-se nos mesmos regimes, sejam eles ditadura ou democracia. Os exemplos são muitos. E se em Belém estivesse um rei em vez do Professor Cavaco, que é um presidente muito fraquinho, eu daria vivas ao rei.
Querida amiga Ana Paula, tem um bom fim de semana.
Beijos.
Neste aspecto,mais uma vez tenho de concordar contigo!
Bom fim de semana.
Beijos
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