Sentidas...magoadas...insinuosas
Maldosas...cravadas como punhais
Caminho oculto...pérfido...o teu
Em detrimento da sinceridade...amizade
Pastor de ovelhas
Revestidas de cordeiro
Não passam afinal
De raposas matreiras
Travestidas...
Que em fila indiana
Cegamente,seguem o pastor
Tão falso quanto elas.
Pobres coitada(o)s
Iludida(o)s de felicidade
Por caducidade
Babam de inveja...
Sem se dar conta
Caminham para o abismo
Tentando arrastar consigo
Traiçoeiramente
Verdadeiras ovelhas
Que tranquilas apascentam
Num fértil e verdejante prado
Alheias ao perigo
Que as circunda!
No início era o Verbo
O Verbo se tornou corpo
Corpos há que se assemelham
A homúnculos de cuja boca fétida
Saem palavras que matam
Da vontade do meu Verbo
Só o silêncio fala
Calo tristemente
As palavras que não te direi!
aPr
1 comentários:
Gostei das tuas palavras.
O poema é mesmo muito bom. Parabéns, querida amiga Ana.
Beijos.
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