Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

As palavras que não te direi!!



Sentidas...magoadas...insinuosas
Maldosas...cravadas como punhais
Caminho oculto...pérfido...o teu
Em detrimento da sinceridade...amizade

Pastor de ovelhas
Revestidas de cordeiro
Não passam afinal
De raposas matreiras
Travestidas...
Que em fila indiana
Cegamente,seguem o pastor
Tão falso quanto elas.

Pobres coitada(o)s
Iludida(o)s de felicidade
Por caducidade
Babam de inveja...
Sem se dar conta
Caminham para o abismo
Tentando arrastar consigo
Traiçoeiramente
Verdadeiras ovelhas
Que tranquilas apascentam
Num fértil e verdejante prado
Alheias ao perigo
Que as circunda!

No início era o Verbo
O Verbo se tornou corpo
Corpos há que se assemelham
A homúnculos de cuja boca fétida
Saem palavras que matam
Da vontade do meu Verbo
Só o silêncio fala
Calo tristemente
As palavras que não te direi!

aPr

1 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Gostei das tuas palavras.
O poema é mesmo muito bom. Parabéns, querida amiga Ana.
Beijos.